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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Eternamente, imaginar.

Ao abrir meus olhos, um mundo novo se abriu diante de mim. E junto com aquela capa que deixou de estar ali, impedindo que eu entrasse naquele lugar tão desconhecido, veio a angústia, tomada pela alegria e pelo desconhecido. Um sentimento inexplicável, incolor, inodoro e intrigante.
O enredo que me entreteu é o mesmo que me fazia sorrir, chorar e esquecer de todo o resto que me cercava. Porque naquele momento eu era herói, era mocinho ou era vilão. Era aquele que estendeu a mão e disse que eu deveria tentar um futuro diferente. Aquele que me esperava no último capítulo.
E eu, sem medo e nem piedade, segui vorazmente por aquelas páginas, com a inquietude de uma criança, ou com a impaciência de um animal que aguarda a sua presa. Já não conseguia me controlar. Eu queria consumir aquela história, cada palavra e cada sensação que ela me causava. Mas consumir aquilo jamais me saciaria. Eu ia querer sempre mais. Mais e mais.
Iria me agarrar à uma estante, que me ofereçeria dia e noite aquilo que é tão particular, tão indescritível e tão sufocante. Não é bom nem ruim, é instigante. É como um amanhecer sem sol, ou anoitecer sem lua. É acordar sem abrir os olhos, é conversar sem usar a boca. É imaginar.
E eu vou idealizar, mais uma, duas, três, infinitas vezes, aquele mundo que eu sonhei para mim. Aquele que eu desapareceria desse mundo real, e viveria naquelas folhas para fazer a minha própria história.
Onde eu era herói ou era vilão. E isso, só eu posso saber.


Escrito ao som de: Nara Leão e Chico Buarque - João e Maria.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson.


Quantas vezes você já parou para ver o clipe de Thriller? E tentou imitar os passos, colocando as mãos para o alto, fazendo "garras" e balançando-as de um lado para o outro? Aposto que já tentou fazer o moonwalker, colocou a mão na virilha e fez "Aau!", dançou ao ritmo de Beat It, Billie Jean, e por aí vai.

Apesar do meu blog estar um pouco abandonado recentemente, não pude deixar de fazer um post especial hoje. Afinal, a maior lenda, o nosso rei do pop, faleceu.
Michael Jackson está deixando um vazio muito grande na cultura pop mundial. Ele, com o seu moonwalker, suas músicas de sucesso contínuo, seus clipes maravilhosos e todos os seus escândalos, revolucionou o mundo.
Por mais que ele deixasse sua pele cada vez mais branca, buscasse cada dia mais a sua suposta perfeição, mudasse o cabelo, balançasse bebês pela janela, criasse polêmicas com pedofilia, nada, absolutamente NADA conseguiu ofuscar o seu sucesso como rei do pop. Como disse Rafael Cortez em seu blog: "Falem mal de sua cabeça maluca, questionem suas plásticas e o suposto vitiligo... Mas não se esqueçam que ninguém fez nada parecido no século XX." O seu sucesso é algo que todos almejam, porém só ele foi capaz de alcançar. Desde os 5 anos de idade, ele sempre soube como ser um grande artista, por isso, agora, deixa seu imenso legado para a humanidade.

Incrível, inigualável, surpreendente. Os 17 anos que acompanhei da carreira de Michael Jackson com certeza jamais serão apagados da minha memória.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Levemente, no ar.


Procurei inutilmente por maneiras para expressar o que eu gostaria. Eu tinha apenas uma palavra na minha cabeça: bolhas. Não sabia o que fazer com ela, confesso, mas deixei que minha mente me levasse à um paraíso paralelo.
Não aquele onde sonhamos viver, nem aquele cheio de flores, aroma de campo e bichinhos correndo. Mas um melhor ainda.
Aquele paraíso era repleto de bolhas. E eram elas azuis, brancas, cor de rosa, amarelas, roxas. Todas de uma beleza estonteante, refletiam a luz do sol com uma intensidade imensa. Não me cegavam, apenas acariciavam os meus olhos. Estes, não podiam acreditar no que viam. Elas dançavam no ar como grandes e redondas bailarinas, com passos largos e saltos sutis. Não havia música, mas o ritmo e a harmonia entre elas impressionariam qualquer um que ousasse se deixar levar por aquele momento. Foi impossível não adentrar àquele universo e bailar junto com as bolhas. Perto delas, eu parecia não ter o mínimo de coordenação motora. Por mais que eu tentasse, por mais que eu me esforçasse, jamais conseguiria a delicadeza daquelas grandes bailarinas redondas e brilhantes.
Foi quanto o sol começou a desaparecer, e junto com a escuridão (que mais parecia a noite) veio o fim. Uma a uma, as bolhas perdiam a sua vida. Estouravam tão facilmente que me senti incapaz de tentar ajudá-las. Isso só faria com que todo esse paraíso acabasse mais rápido.
Sentei, respirei e observei. Elas já não mais dançavam, nem brilhavam. Já não tinham mais a disposição que tinham antes. E depois de alguns instantes, eu já estava sozinha naquele lugar, que passara a ser um paraíso sombrio.
Tentei raciocinar, entender o porquê de tudo aquilo.
E descobri.
Aquelas bolhas eram os sonhos. Assim como elas precisavam ser regadas pela luz do sol, os sonhos precisam ser regados com a mais pura e sincera esperança. E junto com ela, a determinação de torná-los reais. E por mais que pareçam fortes, resistentes e concretos, esses sonhos podem se apagar, assim como aquelas bolhas, que com a pequena escuridão se tornaram apenas... ilusão.
Foi aí que eu decidi: o meu sol jamais deixará de brilhar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Freedom.


Eu quero liberdade. Liberdade total.
Quero poder abraçar as pessoas, correr descalça, dançar na chuva. Gritar o mais alto possível, cantar a minha canção favorita. Quero dizer tudo o que eu penso, ficar perto de quem me faz bem, falar dos meus sentimentos.
Quero ter o direito de reclamar da política, fazer meu papel de cidadã, gritar quando algo me incomodar e SER OUVIDA.
Quero ter orgulho de ser brasileira, quero poder falar que meu país é um país justo. Quero pelo menos, um dia, sonhar em dizer isso.
Quero ter liberdade para reivindicar os meus direitos e receber uma resposta. Quero poder reclamar quando algo está prejudicando as pessoas.
Quero poder lutar por um ideal, sem ser julgada. Quero ajudar as pessoas, mas também quero receber ajuda.
Quero ter amigos e ser amiga.
Quero conhecer novas culturas, fazer novas amizades. Chorar, sorrir.

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
Clarice Lispector.

Carpe diem, again.


A minha criatividade limitada tem me proibido de postar algo aqui. Não que eu não tenha escrito nada até agora, até porque a minha página de rascunhos já está lotada, mas somente com coisas inúteis.
Tá, tentaremos começar com algo um pouco mais produtivo. Você já teve medo? Não medo de escuro, nem da morte, nem de animais peçonhentos. Mas um medo de.. esquecer de viver? Ou melhor, já teve medo de somente existir?
Claro, existir é diferente de viver. Ocupar espaço no mundo é diferente de fazer cada dia valer a pena. FAZER CADA DIA VALER A PENA.
E aí a gente já começa a pensar naquele conceito de viver cada dia como se fosse o último. Ou seja, para a nossa vida valer a pena, além de viver, devemos viver intensamente?
Exatamente onde surge meu medo. E se eu estiver somente existindo?
Se eu pudesse eu faria muitas coisas. Muitas, muitas mesmo. E hoje mesmo. E carpe diem. O que me impede? Tudo. Meu ego, meu orgulho, minha timidez. Claro, se eu pudesse eu jogava tudo pela janela, e reescreveria toda a minha vida. Viveria cada dia sem arrependimentos, falaria coisas que eu sempre desejei falar, faria coisas que sempre quis fazer.

"Seize the day or die regretting the time you lost".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Meu Romantismo - última parte.


Fecharei os meus olhos por um instante. Não ouço nada além de gotas da chuva e aquela música. Ah, sempre aquela música.
As gotas de chuva me fazem pensar. Sempre.
E hoje eu pensei muito em você. Não que tenha chovido o dia todo, porque o sol apareceu durante a tarde, por uns instantes, mas o meu pensamento vai sempre de encontro à você, independentemente do tempo.
Voltaria e te abraçaria, mais uma vez. Carinho. Abraço apertado, olhar inacabado. Sorrisos.
Mas eu nem sequer ouvi a sua voz.


(E aqui eu encerro o Meu Romantismo. Foram só alguns posts, só pra satisfazer o meu lado romântico. A partir do próximo post eu retomo meus textos - às vezes, sem nexo - sobre assuntos variados. Espero que tenham gostado. Beijos)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Meu Romantismo - Parte II


Sentei na grama um pouco úmida. Não havia nada para fazer naquele momento, eu ainda estava perdida.
Procurava por respostas e encontrava apenas mais perguntas, e resolvi que devia desistir. Olhar para todos os lados em busca de algo inexistente é como tentar ouvir música no vácuo, certo?
Porém me deparei com uma imagem que só me fez refletir mais: uma árvore. Ela que reinava aquele campo, vasto, porém um tanto quanto vazio. Sozinha, ela fazia uma sombra fresca que faziam com que meus cabelos parecessem mais escuros. Ainda majestosa naquele lindo dia de sol que acabara de se iniciar, percebi que suas folhas, um tanto quanto amareladas, caiam uma a uma.
Pensei qual seria a razão daquele fato que presenciava. Seria falta de água? Será que não costuma chover muito por aqui? Falta de nutrientes no solo? Não, não podia ser. O gramado a minha volta tinha uma cor verde-vida. Poderiam ser bichos comedores de folhas? Não, as folhas caiam inteiras, sem nenhuma grande modificação (ou um daqueles buraquinhos), como partes de um coração partido.
Coração partido! Era isso! A árvore sofria de falta de amor.
Olhar o quanto aquilo podia feri-la me fez sofrer por dentro. Como eu podia ser tão egoísta? Pensar somente em meu próprio coração enquanto aquela árvore agonizava na minha frente?
Abracei-a. Deixei que todo o meu carinho saísse pela minha pele e alegrasse aquela árvore naquele dia de verão. Ela sorriu pra mim, e eu sabia que o meu sentimento nunca havia sido tão sincero.
Nunca me esquecerei.

(Desculpem pela demora! Está cada dia mais difícil arrumar tempo para postar aqui :x beijos)
(Obrigada Silva! Pela ajuda aqui nesse post :)